O aumento da violência no Brasil é diretamente proporcional a insegurança do brasileiro.
Com isso, é compreensível que o brasileiro tenha a necessidade de tentar se defender, seja com as
próprias mãos, ou não. Por isso nasce a questão da implementação do uso legal da arma de fogo no
país, apresentando ideias que divergem entre si.
A Constituição de 1988 revela que é dever do Estado oferecer moradia, saúde e segurança para todos os cidadãos, sendo portanto, um direito social. Mesmo assim em 2010, no Brasil, houve mais de 36 mil mortos por armas de fogo. Contudo, nos noves anos anteriores ao Estatuto do Desarmamento, de 1995 a 2003, a taxa de homicídios aumentou 21,4%. Nos nove anos seguintes,de 2003 a 2012, a taxa de homicídios aumentou apenas 0,3%.
Mesmo com tal diminuição percentual, sempre haverá mortes violentas em quantidade suficiente para encher os noticiários, o que torna a impressão de violência muito maior que a sua real
prevalência. A hipocrisia também está "onde menos se espera", sendo que pelo menos cinco deputados da comissão de Segurança Pública tiveram suas campanhas eleitorais financiadas por fabricantes de armas.
Colocar uma arma de fogo na mão de um trabalhador honesto é tirar a sua liberdade individual e a responsabilidade do Estado como proteção. É preciso que o Legislativo e o Executivo atuem em prol da real necessidade do pais, sem conflitos de interesse, como por exemplo, os investimentos em políticas de desarmamento na reforma do Código Penal Brasileiro e das instituições policiais.
Arthur Farias